Estrangeiros abusam do sistema nacional de saúde do Japão?

Quem é estrangeiro e mora no nihon por períodos de três meses a um ano, seja para fins acadêmicos ou não, pode se beneficiar do sistema nacional de saúde do Japão. Segundo denúncias, isso vem causando um problema muito grande para o governo japonês. Confira.

Kokuho

É um convênio médico diferente do Kenko Hoken (uma espécie de plano de saúde pago pela empresa). O kokuho é um plano para a trabalhadores autônomos e outros profissionais liberais.

O kokumin kenjo hoken (kokuho) é um plano destinado também a estrangeiros que vivem no país com visto de longa permanência.

O valor da contribuição varia de caso para caso, pois é referente a renda familiar de cada conveniado.

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Problema

Desde 1986, estrangeiros residentes com visto de um ano ou mais no país tinham o direito ao benefício.

Em 2002, segundo reportagem do Japan Forward, uma revisão da lei foi feita e estrangeiros que ficassem três meses no país também passaram a ter direito ao Kokuho.

Em 2016, dos 30,13 milhões de pessoas cobertas, 990 mil eram estrangeiros.

Por isso, algumas pessoas de outros países com doenças graves, como HIV e câncer tentam buscar tratamento médico no Japão e burlam os motivos de sua estadia.

Muitos conseguem visto de estudo, trabalho temporário ou para abrir um negócio, mas seu real objetivo é buscar tratamento médico.

Afinal, além do tratamento, o governo também subsidia boa parte dos remédios que são consideravelmente caros.

Embora o kokuho seja um plano nacional de saúde, o seguro também é válido em outros países.

Ou seja, uma pessoa coberta pelo kokuho pode realizar tratamento médico em outro país também. O governo japonês cobre boa parte das despesas, como se fosse um tratamento médico doméstico.

Segundo a reportagem, isso está causando um déficit no orçamento japonês. Apenas em 2016, foram 146, 8 bilhões de ienes. A conta sobrou para os cidadãos japoneses e o cofre público.

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Controvérsias

Apesar do escândalo e das acusações, muita gente ficou preocupada que preconceitos surgissem com estrangeiros no país. Afinal, não são todos que se utilizam do kokuho de forma fraudulenta.

No começo de 2018, investigações sobre este problema tiveram andamento, mas por falta de provas e casos confirmados foi encerrada.

Ao que tudo indica, a parcela de estrangeiros desonesta ainda é muito pequena para revisarem a lei do Kokuho.

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Fontes: Kyodo News, Japan Times e Fast Forward.

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