Entenda a simbologia do tsuru (grou) e como essa ave vive no Japão

Na cultura japonesa, os pássaros tem muita importância e seus simbolismos são profundos. O tsuru é uma ave sagrada e a conhecemos pelo origami. Saiba mais.

Tsuru

Tsuru

O tsuru é uma das aves mais antigas do mundo. Acredita-se por evidências fósseis que ele exista a cerca de 60 milhões de anos.

Simbologia

No Japão, a ave representa longevidade e boa fortuna. É também chamado de pássaro da felicidade.

Acredita-se que através de seu bater de asas era possível levar almas para o céu e ajudar a pessoas a atingir a iluminação. Por isso, é considerado tesouro nacional.

Tradicionalmente é usado em casamentos em quimonos, louças e mais. Além disso, o origami de tsuru virou símbolo da paz depois da Segunda Guerra Mundial.

Segundo as lendas, acredita-se que o tsuru possa viver até 1,000 anos e fazer essa quantidade de tsurus de origami significa boa sorte e em casamentos, felicidade ao casal.

Existem muitas lendas envolvendo o tsuru e faz parte de poemas. Um dos mais famosos é de Bansho no estilo haiku.

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Onde vive o tsuru?

Um grande número de tsurus vivem no Japão sob Kushiro Mire em uma área de 45,000 hectares em Hokkaido. É lá que as aves ficam juntas no inverno e no verão aproveitam o clima agradável.

O tsuru é uma ave monogâmica e escolhe uma parceira para a vida toda. Além disso, existem muitas espécies de tsurus, mas a japonesa é conhecida pela cabeça vermelha, quase como uma coroa.

A espécie japonesa é considerada uma das maiores em tamanho e vivem 60 anos ou mais e sua alimentação é baseada em sapos, insetos e peixes.

Na época de acasalamento, os machos dançam e abaixam a cabeça para a fêmea e elas podem retribuir dançando. Após o acasalamento, ambos se curvam em reverência um ao outro. É uma cena muito bonita.

Os ninhos são construídos no chão, macho e fêmea ficam responsáveis por cuidar de seus ovos durante as cinco semanas de incubação.

Normalmente, elas colocam dois ovos, mas apenas um sobrevive e choca. Os pequenos aprendem a voar com três meses de idade e ficam com os pais durante um ano.

É a segunda espécie mais rara do planeta e muitos sofreram por caça e perda de seu habitat natural. Antigamente, eram destinados 200,000 hectares em Hokkaido e as aves viviam em Honshu também, mas foram obrigadas a migrar apenas para Hokkaido.

Em 2005, o número não chegava a 1,000 aves. Atualmente, esse número aumenta de 5% a 7% ao ano.

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