Folclore japonês: lenda de Urashima Taro

O conto japonês de Urashima Taro é apenas um entre milhares que costumavam passar de geração para geração no Japão. Saiba mais.

Urashima Taro

Urashima Taro

De acordo com o folclore japonês, Urashima Taro era um pescador simples de uma vila costeira do Japão. Era visto pelos moradores como um homem gentil e humilde. Além disso, cuidava de sua mãe idosa.

Resgatando a tartaruga

Urashima Taro

Um dia, enquanto caminhava pela praia, viu um grupo de três garotos batendo e maltratando uma tartaruga. Incrédulo com a crueldade dos meninos, Urashima repreendeu as crianças, resgatou a tartaruga e devolveu para o mar.

Urashima Taro

O reencontro

No dia seguinte foi ao mar para trabalhar, porém, percebeu que a tartaruga estava exatamente no mesmo local. Nesse momento, para o espanto de Urashima, a tartaruga falou e agradeceu a ele por ter salvo sua vida.

Proposta tentadora

Como forma de agradecimento, a tartaruga ofereceu ao pescador uma visita ao Palácio do Dragão, um lugar nas profundezas do oceano.

Decisão

No entanto, Urashima ficou indeciso, pois sua mãe sempre o aguardava após a pescaria e ele não queria ficar muito tempo fora de casa. Mas a tartaruga afirmou que ele não precisaria passar tanto tempo assim no Palácio.

Convencido pela tartaruga e impulsionado pelos mistérios que encontraria no fundo do mar, Urashima aceitou o convite e subiu no casco da tartaruga. Quanto mais a tartaruga nadava, mais ansioso ele ficava para saber o que encontraria.

Palácio do Dragão

Urashima Taro

Conforme os dois se aproximavam do palácio, seus olhos se encheram de espanto e admiração. Avistou um palácio feito de prata e ouro com peixes falantes na recepção.

Princesa Otohime

Urashima Taro

Após sua chegada, uma linda jovem chamada Otohime se apresentou e revelou que ela era a princesa do Palácio do Dragão e também a tartaruga que ele havia salvo.

Como gratidão por sua atitude, a princesa autorizou Urashima a ficar por quanto tempo desejasse em seu reino usufruindo de toda a comida e bebida e desejos em seu coração.

Urashima Taro

Naquele momento ele se esqueceu completamente de sua vida anterior maravilhado com o conforto, a alegria e as belezas do Palácio.

Depois de três dias no Palácio da princesa Otohime (algumas versões da história dizem que foram três anos), Urashima lembrou de sua mãe e desejou voltar para sua vila.

Depois de solicitar sua volta, ela tentou convencer o jovem a permanecer no palácio e não voltar para sua antiga vida.

Presente de despedida

Porém, ele estava irredutível. Ao observar que o jovem não mudaria de ideia, ela o presenteou com uma caixa e disse para nunca abrir. Ele se despediu e subiu no casco de uma tartaruga para ser levado de volta a sua vila natal.

Urashima Taro

O retorno

Quando chegou tudo estava diferente e ele não reconhecia uma pessoa sequer. Ao procurar sua mãe, outra família morava no local. Quando perguntou para os moradores não souberam responder.

Sem entender o que estava acontecendo, se apresentou ao dono da casa como Urashima Taro e questionou o que havia acontecido.

Leia também

Mitologia japonesa: os guardiões dos quatro pontos cardeias do Japão 

Conheça 5 animais simbólicos japoneses e seus significados

Shitenno: os quatro guardiões do budismo japonês 

300 anos

O proprietário pensou um pouco e respondeu, que de fato uma senhora idosa e um pescador chamado Urashima Taro moraram ali, mas a centenas de anos. 300 anos aproximadamente.

Confuso e sem saber o que fazer, o jovem pescador estava profundamente amargurado por seu destino. Sem perspectivas ou alternativas para sua sorte, decidiu abrir a caixa contrariando as advertências da princesa Otohima.

A caixa

Urashima Taro

Quando abriu a caixa, Urashima percebeu que não havia nada dentro, apenas uma fumaça branca que o transformou em uma pessoa muito idosa.

Além disso, percebeu que estava em seus últimos momentos de vida. Ele jogou seus braços para o ar em um último ato e morreu na areia da praia.

Compartilhe! Clique aqui e receba nosso conteúdo exclusivo pelo Facebook Messenger.

Comentários

Copy link