Jingū Kōgō: a lendária Imperatriz guerreira do Japão

Quem se interessa pela história japonesa provavelmente já deve ter visto alguma coisa sobre a lendária Imperatriz guerreira do Japão Jingū Kōgō. Saiba mais.

Vida de Jingū Kōgō

As informações sobre a vida e a história de Jingū Kōgō, também conhecida como Oknagatarashi-hime No Mikoto são escassas por falta de evidências de sua existência.

De qualquer forma, historiadores do Japão e especialistas em história do extremo asiático acreditam que ela tenha nascido no século I perto do ano 170.

Embora a falta de registros históricos e de evidências sobre sua vida faça dessa incrível personagem uma lenda, seus feitos (hipotéticos) são absolutamente grandiosos e notáveis.

Mas antes de entender quem foi essa gigante da história japonesa, é preciso considerar alguns fatos concretos sobre a história cultural do Japão.

Desenvolvimento cultural nipônico

Embora o Japão tenha aproximadamente 4,5 mil anos de história, seu desenvolvimento cultural não foi um fator exclusivo do povo nipônico.

Além disso, boa parte do desenvolvimento cultural japonês foi construído a partir do príncipe Shōtoku Taishi.

Ele foi responsável pela primeira constituição do país, unidade nacional, pelo budismo e a harmonia social.

Isso só foi possível graças ao intercâmbio cultural com a China. País responsável por diversos avanços culturais e tecnológicos no Japão e isso inclui o sistema de escrita.

escrita no Japão
escrita no Japão

Sistema de escrita surgiu apenas depois

Porém, a escrita no Japão surgiu entre cinco a seis séculos depois da existência da Imperatriz Jingū Kōgō. Isso pode explicar o motivo da falta de evidências concretas sobre sua vida e feitos.

Mas para além, ainda que um país tão antigo consiga preservar suas tradições milenares até os dias de hoje, é praticamente impossível conservar tudo, principalmente durante os períodos sem um sistema de escrita.

Apesar disso, existem muitas pinturas e retratações artísticas da Imperatriz Regente disponíveis no Japão.

A Imperatriz Jingū Kōgō

Jingū Kōgō foi a consorte do 14° Imperador do Japão, o Imperador Chuai que teve um curto reinado, do ano 192 ao ano 200.

Após sua morte, Jingū Kōgō se tornou a Imperatriz regente até que seu filho Ōjin tivesse idade suficiente para assumir o trono do país.

Ela foi capaz de se manter no trono japonês a princípio por possuir um par de jóias consideradas divinas. Mais tarde suas façanhas militares dispensavam quaisquer adornos dos kami.

Estrategista

Quando subiu ao trono, a Imperatriz regente planejou todas as estratégias militares, logística e recursos necessários para realizar uma invasão na Coreia e conquistar o país.

Primeira Onna Bugeisha

Mas mais do que fazer os planejamentos de guerra, Jingū Kōgō, a primeira Onna Bugeisha da história do Japão. Além disso liderou pessoalmente suas forças em uma campanha muito rápida.

Conquistou a Coreia

A conquista da Coreia aconteceu no mesmo ano da morte do Imperador Chuai. Ou seja, o país vizinho foi conquistado em menos de um ano.

Apesar da rápida conquista da Coreia, para consolidar a hegemonia japonesa em terras coreanas, a Imperatriz só retornou a seu país após um período de três anos.

Sociedade matriarcal

Acredita-se que a proeza da Imperatriz inciou um período de um sociedade matriarcal na região leste do Japão.

Mas após a ascensão de seu filho Ōjin ao trono, o nome de Jingū Kōgō não foi consolidado como a 15ª Soberana do trono japonês.

De qualquer forma, a Imperatriz regente reinou até o ano de sua morte, provavelmente 269. De acordo com a história, Ōjin ascendeu ao trono crisântemo no ano de 270.

Leia também

Yasuke: conheça a história do primeiro e único samurai africano do Japão

Você conhece todas as classes guerreiras do Japão feudal?

Você sabe qual é a origem da palavra Kamikaze no Japão?

Retratações artísticas

Retratação de Jingū Kōgō recebendo tributos
Retratação de Jingū Kōgō recebendo tributos

As retrações artísticas da lendária Imperatriz Jingū Kōgō surgiram durante o período Edo. Em especial durante a era Meiji quando seu valor foi reascendido na história japonesa.

Além das pinturas, existe uma máscara de Noh da Imperatriz. Para saber mais sobre esse teatro tradicional japonês, clique em Noh: uma introdução ao mágico teatro japonês

Máscara de Noh de Jingū Kōgō
Máscara de Noh de Jingū Kōgō

Sua máscara traz uma sensação de calma e dignidade dentro do teatro e é uma das mais apreciadas pelos amantes de Noh.

Mas além da divindade, isto é, uma mulher possuída por um espírito de uma kami, nos tempos modernos é compreendido como a kami da entrega, agricultura e pesca, boa saúde, segurança no mar, longevidade e força guerreira.

Compartilhe! Clique aqui e receba nosso conteúdo exclusivo pelo Facebook Messenger.

Comentários

Copy link