Conheça os dois ninjas estrangeiros em Nagoya, Japão

Exatamente, existem ninjas estrangeiros que atuam em Nagoya! E eles prestam os seus serviços hoje em dia.

Como você pode imaginar, tornar-se um ninja não é para qualquer. As acrobacias que eles realizam exige muita elasticidade e também velocidade. Além disso, é preciso ter pontaria e a capacidade de se camuflar sempre que necessário. Portanto, você já pode imaginar o quanto esses dois estrangeiros tiveram de provar que poderiam ser considerados ninjas.

Conheça aqui a trajetória desses dois e o que são encarregados de fazer.

Os ninjas estrangeiros no Japão

Vale ressaltar que esses dois ninjas estrangeiros não são os primeiros do Japão. Acredita-se que muitos outros já ganharam essa titulação no país.

O primeiro deles, provavelmente, foi Denrinbō Raikei, que nasceu na China. Ele dominava as artes marciais e serviu ao domínio Hitoshi durante o Período Edo (o feudalismo japonês.

Chegou ao país antes de 1635. Além dele, muitos outros homens estrangeiros podem ser considerados como ninjas em certa medida. Já que serviam aos seus senhores como espiões, algo que o ninja também é.

Quem são os dois ninjas estrangeiros de Nagoya?

Inicialmente, não se preocupe, os ninjas hoje em dia não exercem as mesmas tarefas que no Japão feudal. Naquela época, eles eram responsáveis por fazer execuções silenciosas, e também por roubar documentos importantes. Atualmente, eles fazem apresentações.

Mas, não pense que por conta disso eles não precisam ter uma série de conhecimentos. Tornar-se um ninja não é uma tarefa simples. Ainda mais em um país como o Japão que, por vezes, não assimila estrangeiros fazendo atividades tradicionais do país. Sendo assim, para ser um ninja estrangeiro, são necessárias uma série de provações.

Cris O’Neill: o primeiro ninja estrangeiro

O’Neill nasceu nos Estados Unidos da América. Mas, ao 29 anos se arriscou em uma audição para ser um ninja em Aichii. O teste foi realizado pela prefeitura para selecionar ninjas que são atrações do lugar. Por ter impressionado tanto os jurados, ele conquistou uma vaga exclusiva.

Assim, seu contrato foi o de aproximadamente 180 mil ienes para participar das apresentações.

Mesmo o edital do concurso prevendo que qualquer estrangeiro poderia participar, ele foi o único aprovado. Dos quase 250 inscritos, somente 15% deles eram japoneses.

No vídeo a seguir é possível ver uma de suas apresentações como ninja.


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John Patrick Jandernoa: o segundo ninja estrangeiro

O segundo ninja que passou nesse mesmo processo de seleção, foi o também americano John Patrick Jadernoa. Na ocasião, 20 pessoas se candidataram às vagas, sendo que 15 eram estrangeiras, mas somente ele passou.

Segundo o ninja, ele tinha um sonho desde criança em ser um deles. Assim, faz um personagem nas apresentações que são dos grupos Tokugawa Ieyasu e Hattori Hanzo Ninja. Nessas apresentações, trata-se tanto de entreter o público, como também mostrar algumas passagens da história do país.

A seguir, veja um vídeo com sua apresentação.

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