Pesquisa revela: até empresas no Japão possuem alguém que não faz nada

As empresas no Japão possuem um problema que muitos acham terrível para um local de trabalho. Com certeza você já trabalhou em algum lugar onde havia um funcionário que não fazia nada.

Muitas pessoas podem ver isso com revolta ou até mesmo serem contaminadas por esse “exemplo” e resolver não fazer nada também.

Bom, nem mesmo o Japão com toda a sua produtividade escapa disso. E, de acordo com uma pesquisa, cerca de 50% das empresas no país possuem funcionários ociosos e acomodados.

Assim, conheça um pouco mais sobre essa realidade.

Empresas no Japão também enfrentam problemas com funcionários desanimados

Depois de trabalharmos em um local por muito tempo e por termos líderes ou coordenadores que não conseguem nos motivar, é muito provável que nos acomodemos. Assim, podemos acabar fazendo somente o mínimo para não sermos demitidos.

Isso não é exatamente a culpa do funcionário, mas de um contexto geral da própria empresa.

No Japão, isso acontece principalmente com os idosos que trabalham em uma empresa. Isso porque muitos deles entraram nela quando ainda eram jovens.

Para saber mais sobre a extensão desse fenômeno, a consultoria Shikigaku realizou uma pesquisa com 300 funcionários que trabalhavam em empresas com mais de 300 funcionários e perguntou se eles tinham um “idoso que não trabalha”.

Nesse caso, eles usam a palavra japonesa “ ojisan ”, que geralmente é um termo relativo que implica uma certa diferença de idade da pessoa que fala. Shikigaku entrevistou trabalhadores com idades entre 20 e 39 anos, o que é uma amplitude bastante ampla que pode colocar os idosos em questão a partir dos 40 anos.


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O que os idosos ociosos fazer nas empresas no Japão?

Assim, quando os funcionários foram perguntados: “Existe um velho que não trabalha na sua empresa?”, 49,2 por cento responderam que havia.

Dessas respostas positivas, a próxima pergunta lógica era: se não estavam funcionando, o que estavam fazendo?

Três respostas proeminentes surgiram e “fazer muitas pausas para fumar e lanchar” foi a mais comum, reconhecida por 49,7% das respostas. “Olhando para o espaço” ficou em segundo lugar com 47,7%, seguido de perto por 47,3% que relataram “conversas ociosas” de seus colegas de trabalho que não fazem nada. “Navegar na Internet” ficou em um distante quarto lugar com 35,3%.

A Shikigaku então tentou entender por que esses velhos escolheram uma vida de preguiça. A teoria mais popular de acordo com os entrevistados era que esses idosos simplesmente não tinham vontade de trabalhar (resposta dada por maide 40% dos entrevistados). O segundo palpite mais popular, de 41%, era que sua empresa aumenta o salário com base na antiguidade, e não no desempenho, e isso foi seguido por 26,3%, que simplesmente achavam que ninguém confiava nesses idosos o suficiente para lhes dar trabalho.

As outras razões eram principalmente reclamações de empresas que não tinham um incentivo ou um incentivo forte o suficiente para motivar esses idosos a se esforçarem mais. Eles recomendaram mais avaliações dos funcionários e políticas mais claras sobre o que constitui motivo para demissão.

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