O último samurai no Brasil: conheça sua história

Sim, existe um samurai no Brasil e ele luta para tentar manter viva a tradição por toda a América do Sul.

Seu nome é Edson Suemitsu, um senhor de mais de 60 anos que vive em Curitiba, capital do estado do Paraná.

Em sua casa, Suemitsu um jardim em que está plantada a tradicional torii japonês vermelho. E é na sua garagem que ele passa a maior parte do tempo. Ali faz as suas famosas espadas.

Quem é o último samurai no Brasil?

Suemitsu ganhou esse nome pela própria imprensa brasileira. Isso porque, ele é fabricante de espadas do tipo katana. Estas eram utilizadas pelos samurais.

Quando era mais novo, aprendeu com o seu avô a como forjar essa arma . Na ocasião, seu avô a construiu para matar uma cobra que estava nos arredores da fazenda em que vivia.

Assim, desde então Suemitsu dedicou-se a como construiu ótimas espadas. Ao todo já produziu mais de mil delas e as vendeu para o mundo inteiro. Os valores variam entre R$ 6.000,00 e podem chegar até R$ 20.000,00.

Sua produção data de mais de 42 anos e, se depender de Suemitsu, irá durar muitos anos ainda.

Mas como é possível um samurai no Brasil?

Entretanto, mesmo com o título que recebeu da imprensa japonesa, Suemitsu não o aprecia muito. Isso porque, muitas famílias que imigraram para o Brasil no começo do século XX tinham ascendência samurai.

Porém, são poucas as pessoas que tentaram manter as tradições vivas no país ou nem mesmo souberam das histórias de sua família no Japão.

Sendo assim, provavelmente ele não é literalmente o último samurai no Brasil, mas é um descendente de japoneses que aprendeu a como manter a cultura viva no país.


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Como são feitas as espadas?

Como dito anteriormente, as espadas são fabricadas na própria casa de Suemitsu e o aço também é escolhido cuidadosamente para que a peça tenha maior durabilidade e seja afiada.

Assim, o aço escolhido é o austríaco e Suemitsu forja a lâmina em uma grande chama de fogo aberta. Em seguida, ele passa dias afiando as espadas em uma imensa pedra molhada que fica em sua garagem.

Mesmo trabalhando praticamente todos os dias da semana para dar conta das demandas, Suemitsu afirma que jamais pensou em se aposentar.

Ao contrário, gostaria até mesmo de passar o seu conhecimento para um sucessor, entretanto, não há interesse e, por conta disso, a tradição de fabricar espadas no Brasil poderá acabar quando ele morrer.

Para fazer a espada, além desses itens, entretanto, é fundamental outro ingrediente, segundo Suemitsu. É preciso pensar como um japonês.

Ter um espírito japonês é importante para conseguir ter uma ligação com a espada. Somente assim é possível compreender o que se está fazendo, ter a calma e a sabedoria para fazer a melhor espada possível.

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