Por que jovens no Japão preferem ser freelancers a terem um emprego estável?

Os jovens no Japão já não possuem o sonho de um emprego estável dentro de uma empresa. Esse era o sonho da geração do pós-guerra que estava disposta a enfrentar tudo para ter uma carreira dentro de uma única companhia.

Obviamente alguns jovens podem até estar seguindo o mesmo sonho de seus pais e avós. Porém, com o atual cenário da economia, muitos abandonaram esse objetivo. Muitos jovens hoje em dia são freelancers ou furītā.

Conheça aqui mais sobre eles, quais são os seus objetivos e por que podem se tornar um problema para a economia do país.

Os jovens no Japão com empregos informais

O grande problema em ser um freelancer é que você não possui direito a uma aposentadoria. Mas, para muitos jovens isso é um benefícios. Afinal de contas, eles também não precisam contribuir com o regime de previdência do país.

Como o Japão possui um alto índice e idosos, contribuir com a previdência é algo muito caro. Além disso, não se aposenta tão cedo quanto se imagina. Logo, muitos jovens japoneses pensam que estão pagando para idosos ficarem em casa sem fazer nada enquanto eles precisam pagar impostos.

Assim, esses jovens são conhecidos como Freeters ou Furita (フ リ ー タ ー) .  Normalmente, eles possuem entre 18 e 34 anos.

O termo geralmente inclui homens que trabalham continuamente por menos de 1 a 5 anos e mulheres solteiras que trabalham para viver.

A palavra arbeiter ”já existe como“ arubaito ”(ア ル バ イ ト) em japonês. Ela descreve empregos de meio período ou paralelos. Os freeteres estão incluídos na categoria de emprego de “parte” (パ ー ト) e “arubaito”.

Um resultado alarmante deste problema é a influência que tem nas aposentadorias e pensões.

Este sistema já está sob pressão devido ao aumento da população idosa e ao declínio da taxa de natalidade.

Assim, a situação pode continuar a agravar-se com o aumento de mais trabalhadores livres e pensionistas, juntamente com a diminuição dos jovens trabalhadores que pagam os impostos.

Além disso, sem pensão, os freelancers podem ser forçados a trabalhar além da idade normal de aposentadoria para continuar vivendo.

Pode-se dizer que o declínio dos empregos formais com melhor educação e mais competências transferíveis significa uma diminuição da produtividade da economia.

Em casos extremos, se o número de trabalhadores qualificados continuar diminuindo com o aumento dos freelancers, a produtividade do Japão diminuirá em comparação com outros países desenvolvidos, e os investimentos de outras nações podem cair com ela.

Além disso, eles recebem menos.

Soma-se a isso, a renuncia aos benefícios de ser membro de um sindicato corporativo. Portanto, eles podem estar abrindo mão da proteção contra a rescisão do contrato de trabalho.

Dessa maneira, esses empregados são menos estáveis. Ou seja, possuem uma menor segurança financeira. Assim, normalmente, é difícil eles conseguirem sair dessa condição para uma de um emprego formal.

No atual sistema de empregos, que costuma encontrar funcionários recém-saídos da universidade, é difícil para as empresas promoverem vagas para cargos de tempo integral. Embora estejamos vendo uma mudança na situação do emprego, muitas empresas ainda preferem trabalhadores jovens e novos.  Elas entendem que eles geralmente são mais fáceis de treinar e são melhores para investimentos de longo prazo.

Fonte: guidable.co e nippon.com.

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