A chave da felicidade para japonês Nobel da Ásia: ajudar os outros

O japonês Nobel da Ásia é o oftalmologista Hattori Tadashi. Hattori deixou seu emprego bem remunerado no Japão há duas décadas para dar às pessoas pobres do Vietnã acesso a cuidados oftalmológicos.

Desde então, ele e sua equipe restauraram a visão de mais de 20.000 pessoas gratuitamente. Agora ele foi nomeado um dos quatro ganhadores do Prêmio Ramon Magsaysay no ano de 2022 – muitas vezes chamado de “Prêmio Nobel da Ásia” – por seu trabalho humanitário.

Hattori Tadashi era um dos principais cirurgiões oftalmológicos do Japão quando um encontro casual em uma conferência há duas décadas mudou sua vida. Ele conheceu um médico vietnamita que o convidou a trazer seus talentos para o país dele.

Conheça aqui mais sobre essa trajetória desse médico japonês e como ele se tornou importante para o Vietnã.

O que o japonês Nobel da Ásia faz?

Inicialmente, os planos eram ficam somente 3 meses no Vietnã. Mas assim que começou a atender pacientes no país, ficou chocado ao ver a prevalência da cegueira por catarata.

Mesmo assim, Hattori retornou ao Japão, mas ele não conseguia parar de pensar nas pessoas que ficariam cegas só porque não podiam pagar uma cirurgia.

Foi por isso que ele decidiu deixar o emprego e começou a viajar entre o Japão e o Vietnã quase todos os meses. Há duas décadas, ele trata pacientes gratuitamente no Vietnã, usando suas próprias economias para comprar e doar equipamentos médicos. Ele também trabalha como cirurgião freelancer no Japão para arrecadar dinheiro para sua causa.

Hattori diz que sua fonte de entusiasmo são os sorrisos de seus pacientes. “Quando vejo um paciente sorrir após a cirurgia ao ver a luz novamente, fico cheio de felicidade. Isso não é algo que o dinheiro possa comprar.”

Além disso, o médico Hattori Tadashi é o fundador da Asia-Pacific Prevention of Blindness Association e um professor especialmente indicado na Universidade da Prefeitura de Kyoto.

No Vietnã, a sua área de atuação é no campo. É nas áreas rurais em que o custo do transporte para ir a um hospital de uma grande cidade pode ser um estouro do orçamento para muitos, e pagar por uma cirurgia geralmente está fora de questão.

 


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No Vietnã, é muito difícil para as pessoas conseguirem até mesmo fazer tratamentos médicos que são básicos para a saúde ocular.

Dessa maneira, Hattori também realiza missões médicas em áreas remotas para tratar os pacientes. Apesar de enfrentar uma infinidade de problemas que vão desde longos atrasos nos trens até burocracia do governo, ele nunca desistiu porque acredita que o dom da visão ajuda a tirar as pessoas da pobreza.

Hattori decidiu se tornar médico quando estava no ensino médio depois de ouvir a equipe médica de um hospital falando desrespeitosamente sobre seu pai, que sofria de câncer. Isso o inspirou a ser alguém que trata as pessoas com respeito. Pouco tempo depois, quando seu pai morreu, ele deixou uma mensagem para o filho: “Viva pelos outros”.

Até agora, Hattori treinou mais de 30 médicos vietnamitas para realizar operações oculares sofisticadas.

Fonte: Nhk Japan.

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