Se precisa de companhia, é possível alugar um desocupado no Japão

Alugar um desocupado no Japão é apenas um dos serviços que existem no país e que são voltados ao aluguel de pessoas.

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Isso pode parecer inimaginável em muitos lugares do mundo. Entretanto, se você já contratou algum serviço de alguém para animar uma festa, seria como se tivesse alugado uma pessoa.

Porém, o que realmente é surpreendente no Japão é a vasta gama de pessoas que estão disponíveis para serem “alugadas”.

Conheça aqui a modalidade de alugar pessoas Neet. O termo refere-se a um termo em inglês que seria ” N \ot in E \ducation, E \mployment, or T \raining”. Traduzindo, podemos dizer que não está estudando, não está empregado e nem está em treinamento.

Alugar um desocupado no Japão

O termo Neet surgiu no Reino Unido e se espalhou para outros países, como o Japão.

No início, era usado apenas para jovens que não estavam empregados, não se dedicavam ao trabalho doméstico, não estavam matriculados na escola ou em qualquer treinamento relacionado ao trabalho, mas eventualmente passou a incluir até “não procura trabalho”. 

Alguns políticos hoje em dia dizem que é um problema, mas esses jovens Neet, aparentemente, estão achando um jeito de se virarem.

Portanto, se alguém o chama de NEET, geralmente carrega uma conotação negativa, como ser chamado de vagabundo. Mas, no Japão é possível alugar uma dessas pessoas.

Há até mesmo empresas voltadas para esse tipo de se serviço. Um desses negócios, Rental Neet, foi criado pelo CEO da NEET Inc., Yosuke Naka (仲陽介) . Em junho de 2014, ele começou a se alugar como NEET em Akihabara. Todo o seu plano de marketing envolvia ele segurando uma placa na beira da estrada dizendo “NEET DE ALUGUEL: você pode me alugar”. 


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A experiência de alugar um desocupado no Japão

O site Tofugo fez essa experiência de alugar uma pessoa desocupada.

O site alugou uma moça e dois repórteres foram encontrá-la. De acordo com o relato “Quando chegamos, fomos abordados por uma jovem bem vestida. Ela não parecia um vagabundo preguiçoso, nem o astuto e astuto presidente de uma empresa. Em vez disso, ela parecia uma mulher genuína e diligente, com um ar caloroso e suave. Assim que a vimos, relaxamos.”

E aproveitaram para fazer algumas perguntas para ela. Um dos relatos é que a grande maioria de quem contrata esse serviço são homens. Além disso, complementou: “há uma regra de que eles não podem me tocar, e todas as ofertas que aceitei até agora foram seguras. Enquanto a primeira oferta foi apenas para ajudar a limpar a casa de um conhecido meu, a maioria dos meus clientes estava na casa dos 30 ou 40 anos e me pediu conselhos de relacionamento para voltar com suas ex. Eu era como uma consultora de amor”.

Em outras situações ela também já foi chamada para ajudar em trabalhos em algumas empresas. “[Já fui] para a empresacomo uma ajuda extra. Naquela época, fiquei surpres ao receber essas ofertas, mas eu entendo agora porque tenho minha própria empresa. Aprendi que custa muito dinheiro apenas procurar trabalhadores.”

A moça, não só é uma Neet como abriu sua própria empresa de Neets. Dessa maneira, podemos dizer que ela já não é mais tão desocupada assim, né. Mas, mesmo assim, sua profissão continua sendo mal vista no Japão e não considerada como um verdadeiro emprego.

Fonte: Tofugu.

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