A fuga dos sobreviventes da bomba de Hiroshima para o Brasil

Os sobreviventes da bomba de Hiroshima acabaram se espalhando pelo planeta inteiro tanto para fugir da destruição da cidade, como também para tentar tratamentos de saúde.

No Brasil, chegaram alguns imigrantes que vieram encontrar suas famílias que já moravam aqui em busca de novas oportunidades e para tentarem reconstruir suas vidas depois daquele sofrimento.

Neste artigo, conheça mais sobre a história desses sobreviventes e sobre suas memórias da bomba.

Os sobreviventes da bomba de Hiroshima

Como se sabe, a bomba de Hiroshima provocou a morte de milhares de pessoas no dia 6 de agosto, quando foi lançada pelos EUA.

Entretanto, o que não se conhecia eram os seus efeitos, como as queimaduras e os posteriores cânceres. Sendo assim, muitas outras pessoas morreram nos dias, meses e anos seguintes por conta da bomba.

Outros tanto morreram devido a outras consequências, como por conta da fome e até mesmo por outros ferimentos.

Além disso, a cidade foi completamente destruída, tendo de ser completamente reconstruída pelo seu povo.

Assim, por conta da imigração japonesa para o Brasil no começo do século XX, muitos sobreviventes da bomba de Hiroshima resolveram vir para cá na tentativa de encontrarem melhores condições de vida.

Foram tantos imigrantes que vieram para o Brasil, que em 1950 foi fundada a Associação de Vítimas da Bomba Atômica no Brasil.


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Associação de Vítimas da Bomba Atômica no Brasil

Um dos sobreviventes que vive na cidade de São Paulo é Takashi Morita, que já até mesmo lançou um livro com os seus relatos sobre aquele dia 6 de agosto em que a bomba caiu na cidade de Hiroshima.

Ele tinha apenas 21 anos e era um policial, estava há mais de 1 quilômetro do epicentro da bomba.

Conseguiu até dar início a reconstrução de sua vida nos 10 anos seguintes depois da bomba. Entretanto, começou a se sentir mal.

Assim, seguiu as dicas de um amigo seu que já tinha vivido no Brasil. Seu amigo lhe disse que talvez o clima brasileiro fosse favorável para que ele se recuperasse. Diante da sugestão, Morita resolveu vir ao Brasil, onde está até hoje.

Com tantas histórias para contas sobre aquele dia e tentando reunir outros sobreviventes para trocarem suas lembranças, ele fundou a Associação de Vítimas da Bomba Atômica no Brasil.

A Associação reúne os sobreviventes e de tempos em tempos também vão todos à consultas médicas para verificar possíveis alterações devido à exposição à radiação.

Agora, a organização tanto reúne os sobreviventes, como também tem a missão de espalhar para o mundo os efeitos da bomba atômica para que ela nunca mais seja lançada em nenhum local.

Mesmo diante de todos os desafios que tiveram de enfrentar após a bomba, Morita e os integrantes da associação tornaram-se ativistas pela paz e para que nunca se esqueça das tristezas da guerra.

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