Brasileiro é absolvido de agressão sexual

Na noite de 26 de julho de 2016, uma japonesa de 23 anos estava sentada em um trem viajando da estação de Chitahanda da Prefeitura de Aichi para a estação de Kanayama, na capital da Prefeitura de Nagoya.

Em algum momento, o homem de 44 anos sentado ao lado dela, um brasileiro residente em Nagoya, se apresentou.

Ele perguntou o nome da mulher, que tipo de trabalho ela fazia e acabou pedindo o número de telefone, que ela deu. Enquanto continuavam conversando, ele segurou a mão direita dela, beijou-a três vezes e, segundo a mulher, começou a tocar a parte inferior do seu corpo por fora da roupa.

A prisão

A mulher não gostou das propostas, e após registrar queixa na polícia por agressão sexual, o homem foi preso em março deste ano, antes de ser processado em abril, antes de ser levado a julgamento no tribunal distrital de Nagoya pelo incidente.

Os promotores pediram uma sentença de dois anos de prisão, mas em 5 de setembro o julgamento terminou com o réu sendo inocentado de todas as acusações.


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A sentença sobre a agressão sexual

A juíza Mihoko Tanabe, ela mesmo uma mulher, aceitou a alegação do homem de que ele fez o que fez porque sentiu que a mulher recebia bem o contato físico (embora ele negue ter tocado na parte inferior do corpo).

A decisão de Tanabe foi motivada por uma série de fatores. “Isso era diferente de uma situação em que um chikan (groper) de repente apalpa uma mulher, e não podemos descartar a possibilidade de que o réu acreditasse que tinha o consentimento da querelante”. A juíza comentou, reconhecendo que os dois haviam se envolvido em uma conversa antes dos avanços físicos do homem.

Além disso, a querelante não apelou aos outros passageiros por ajuda nem mudou para um vagão diferente do trem, e embora Tanabe reconhecesse a objeção interna da mulher ao que o homem estava fazendo, como evidenciado por sua queixa policial, ela finalmente sentiu que a falta de protestos abertos também possibilitou ao réu pensar que o que estava fazendo era aceitável. “Particularmente como o réu é um estrangeiro, ele era incapaz de entender o sentimento de rejeição, e acreditava que ela era apenas tímida. Não podemos negar a possibilidade de que o réu pensou que seus sentimentos eram correspondidos”.

Após o veredicto, o promotor público adjunto de Nagoya, disse que está discutindo quais opções permanecem em relação a apelações a autoridades superiores.

Enquanto isso, o advogado de defesa disse que considerou o julgamento razoável e justo.

 

Fonte: soranews24.com

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