Recorde de suicídio infantil no Japão está ligado a estresse entre adultos

O suicídio infantil no Japão é uma realidade que precisa de maior atenção. Já se tornou um problema para os pais e também para os educadores.

Muitas vezes os suicídios tem a ver com as relações na escola. Mas, uma última pesquisa revelou que eles também tem a ver com o estresse dos adultos. Esse estresse tem a ver com os pais e também com os professores.

Saiba mais sobre essa pesquisa e sobre o suicídio entre crianças e jovens no Japão.

Suicídio infantil no Japão

O número de suicídios entre alunos do ensino fundamental, médio e superior no Japão no ano letivo de 2020 aumentou. O número foi de 415, o maior já registrado, de acordo com uma pesquisa sobre comportamento problemático dos alunos e recusa em comparecer aulas pelo ministério da educação.

Dessa maneira, um representante do Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia disse: “como no ano letivo anterior, acredita-se que a razão de muitos dos suicídios seja dentro da casa. Isso provavelmente é o resultado de adultos direcionarem seu estresse causado por a pandemia do novo coronavírus em crianças. ”

Assim, número de suicídios ficou em sete entre as crianças do ensino fundamental, três a mais em relação ao ano letivo anterior, 103 entre os alunos do ensino fundamental, 12 no ano fiscal de 2019 e 305 entre os alunos do ensino médio, um aumento de 83 em relação ao ano letivo de 2019. O aumento de suicídios entre estudantes do ensino médio é especialmente alto.

Por sua vez, o motivo do suicídio entre os alunos do ensino médio pode ter inúmeras razões. Entre elas a pressão para entrar em uma boa universidade e tirar boas notas.


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A pesquisa sobre suicídio infantil no Japão

Para uma pergunta que permite múltiplas respostas sobre as causas dos suicídios encontradas nas investigações escolares, a discórdia familiar foi o motivo mais comum, citado em 53 casos, seguido por doença mental em 46 casos, problemas com planos de carreira em 44 e repreensões de pais e outros em 33.

No entanto, as “causas desconhecidas” corresponderam a 218 dos 415 casos, evidenciando a dificuldade de identificação da causa.

Com relação ao número de suicídios entre crianças e estudantes, há muito tempo se aponta que os dados estatísticos compostos pelo Ministério da Educação e pela Agência Nacional de Políticas são inconsistentes. Desta vez, a agência relatou 507 desses casos – 92 a mais do que o número anunciado pelo ministério da educação.

De acordo com o ministério, algumas famílias relutam em revelar o suicídio de seus filhos. Assim, o representante explicou: “É difícil para uma escola, que não tem autoridade investigativa, acompanhar todos os casos”.

Além disso, o suicídio entre as crianças é visto como um certo tabu de ser falado. E, para muitas famílias, pode ser visto como uma vergonha ter um filho que acabou se matando.

Fonte: Mainichi.JP.

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